Nos 5
primeiros anos, ainda estruturalmente "amadora",
a AUFM utilizava a bolinha chata, conhecida como
"pastilha", em suas competições,
e a regra era própria, chamada "Regra
Caiçara". Nesse tempo, as mesas eram
menores que as atuais (praticamente a metade do
tamanho) e os botões eram industrializados,
comprados em lojas de artigos esportivos. Os associados
competiam com os nomes dos clubes brasileiros e
criavam "escalações"
para os botões, que tinham os gols e cartões
(amarelos e vermelhos) computados durante os torneios.
Em 2000, já
"profissionalizando-se", a AUFM adotou
a regra oficial da Federação Paulista
e, por conseqüência, a bolinha de feltro.
Os associados passaram a competir com os próprios
nomes, as mesas oficiais foram adotadas e os botões
foram mudando para os atuais (artesanais feitos
sob encomenda). Por conta disso, a AUFM passou a
fazer intercâmbio maior de botonistas e recebeu
visitantes de outras cidades. Em 2004, enviou sua
primeira equipe para uma disputa oficial, conquistando
a medalha de prata nos Jogos Regionais.
Nesses 10 primeiros
anos de vida, alguns botonistas se destacaram nas
competições, conquistando títulos
e pontos importantes para o ranking local. Sílvio
Fonseca, Cláudio Oliveira Jr, Ednelson Prado,
os irmãos Fernando e Edu Macedo Jr, Bittencourt
Jr, Rodrigo Lobo, Adauto Júlio, Daniel Gusmão,
Valdinei Campos e Fábio Pereira foram grandes
nomes do período, mas os 10 primeiros anos
ficarão para sempre imortalizados por 2 botonistas:
Ralph Solera e André Rafael. Juntos, os dois
conquistaram 80% dos torneios promovidos e, cada
qual em uma das "Eras", foi chamado de
"imbatível". Ralph brilhou principalmente
nos 5 primeiros anos e André depois do advento
da Bolinha de feltro.
Ralph foi o maior
botonista dos 10 primeiros anos da AUFM, conquistando
praticamente tudo o que disputou até o ano
2000, quando houve a "transição
de Eras". A adaptação foi lenta
e sofrida, e só em 2003 ele voltou a disputar
títulos, para em 2004 voltar a ser um dos
melhores de Ubatuba e disputar novamente a Palheta
de Ouro. André começou a brilhar em
2003 e no ano seguinte, 2004, venceu 11 dos 12 torneios
do ano, estabelecendo um récorde e uma hegemonia
só vista antes no domínio de Ralph.
Nesses 10 anos, Ralph conquistou 34 títulos,
e André 15, embora tenha estreado na AUFM
só em 99. Por ser "caçula"
na associação, perto dos outros grandes
nomes do período, André somou menos
pontos no Ranking Histórico, exibido abaixo,
que leva em conta todos os rankings publicados nesses
10 primeiros anos de AUFM, mas o futmesa apresentado
por ele o credencia como, no mínimo, o segundo
maior botonista dos 10 primeiros anos da AUFM, atrás
somente de Ralph Solera, dono de 4 Palhetas
de Ouro (1995/1997/1998
e 1999), 1 Palheta
de Prata (2001)
e 2 Palhetas de Bronze (1996
e 2004). André
conseguiu o prêmio máximo do futmesa
ubatubense por 2 vezes (em 2003
e 2004).
|
|
Pos
|
Jogador |
Pts
|
| 1° |
Ralph
Solera |
141 |
| 2° |
Sílvio
Fonseca |
76 |
3° |
Cláudio
Oliveira Jr |
71 |
4° |
Edu
Macedo Jr |
52 |
5° |
Valdinei
Campos |
47 |
6° |
Fábio
Pereira |
44 |
7° |
Daniel
Gusmão |
44 |
8° |
André
Rafael |
44 |
9° |
Luciano
Calliani |
35
|
10° |
Giovanni
Farina |
35
|
11° |
Ednelson
Prado |
35 |
12° |
Alexandre
Augusto |
26 |
13° |
Adauto
Júlio |
26 |
14° |
Fernando
Macedo |
23
|
15° |
Bittencourt
Jr |
22
|
16° |
Flávio
Bellard |
22 |
17° |
Rodrigo
Lobo |
19
|
18° |
Renato
Campos |
14
|
19° |
Marcelo
Costa |
10
|
20° |
Dudú
Castilho |
9
|
21° |
Júlio
César Fonseca |
6
|
22° |
João
Lopes |
6
|
23° |
Leandro
Fossá |
5
|
24° |
Luiz
Carlos Souza |
4
|
25° |
Eduardo
Ilário |
4
|
26° |
Ademir
Silva |
3
|
27° |
Fábio
A. Silva |
3
|
28° |
Diego
Souza |
2 |
29° |
Luis
Brito |
1 |
30° |
Marcos
Bento |
1 |
os
melhores dos primeiros 10 anos- |
|
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