Para
mostrar o domínio celeste no campeonato,
Gotardo, atacante da Rapoza, foi o artilheiro e
depois eleito a revelação e o melhor
botão do torneio, e o Cruzeiro teve a maior
invencibilidade do certame.
Após
o título, a confiança cresceu e o
Cruzeiro, já apelidado de “Carrossel” pela
imprensa da época (Os Botões e Botão
Caiçara) seguiu destroçando adversários
nos torneios e na Soccer Cup seguinte (6ª
edição), exibindo um técnico
toque de bola, sempre conciso e praticamente sem
erros, mas acabou tropeçando na final diante
do Grêmio de Ralph (1x3 e 3x2), sendo que
no último lance do segundo jogo, Gotardo
chutou uma bola que o goleiro do Grêmio, Ploc
(ex-São Paulo Máquina Tricolor), espalmou
para cima e ela caiu de volta, ficando em cima do
goleiro, a milímetros da linha de gol.
Para
corrigir o engano e a injustiça do destino,
lá estava o Carrossel Mineiro em sua terceira
final consecutiva na 7ª
Soccer Cup, quando enfrentou na finalíssima
o Flamengo de Luciano Caliani e, após uma
derrota por 2x1 e uma vitória por 2x0, comemorou
o segundo título em três finais disputadas.
A Rapoza foi dona da melhor defesa, da maior invencibilidade
e do maior número de vitórias seguidas
do torneio, e o meia Ofídio foi considerado
a revelação do campeonato (mais tarde
marcaria, pelo Flamengo, o milésimo gol das
Soccer Cups).
Na
Soccer
Cup seguinte o Cruzeiro caiu ainda na 1ª
Fase, já em declínio, e o Carrossel
Mineiro chegou ao fim, deixando para sempre a imagem
do futebol técnico, de toque de bola, que
exibiu por três campeonatos com maestria,
e que ficou marcado na memória da Soccer
Cup de Botão.