O
título o animou, dando-lhe a certeza de que
seu talento era tudo aquilo que ele antes apregoava
e provando que a má colocação
no Municipal fora, com certeza, azar.
Porém,
em 1999, Ed terminou o Campeonato
Metropolitano na 7ª posição,
sendo goleado durante o torneio pelo maior rival,
Bittencourt Jr, por 6x1 e mostrando mais uma vez
que não era nem sombra do que costumava propagar.
No meio do ano, no entanto, venceu a Copa
Charles Miller, batendo o estreante Leandro
Fossá na final (o torneio foi disputado por
jogadores de 2ª Divisão e mais Ednelson
e Sílvio). O título o animou novamente
para a disputa do Campeonato
Municipal, mas a verdade veio forte e ele terminou
novamente na 8ª posição, uma
acima do rebaixamento.
No
ano 2000, mais problemas: mostrou ser dono da 8ª
posição dos campeonatos da AUFM, ao
encampá-la novamente no Metropolitano.
No segundo semestre, no Municipal,
melhorou um pouco e acabou em 7°. Haviam-se
completado então 3 anos e dezenas de torneios
e os dois únicos títulos, pouco significativos,
foram conquistados em torneios de baixo nível
técnico. Estava ficando até difícil
de manter a pose de "Chatelho".
Foi então que veio a grande virada: em 2001
a AUFM adotou a bola de feltro as regras da Federação
Paulista, nivelando os jogadores (passaram a ser
todos "estreantes" numa modalidade quase
nova) e propiciando a botonistas antes medianos,
como Ednelson, chances reais de conquistas. Além
disso, acuado pelas regras da FPFM, que não
permitem bagunça durante as partidas, Ed
prometeu tornar-se um "novo homem" e jogar
limpo, quieto e seriamente. E a soma desses fatores
deu resultado: em 2001, Ed ganhou seu primeiro título
contra adversários fortes, o da Copa
Charles Miller, e no fim do ano, conseguiu sua
maior conquista nas mesas locais: ganhou o Campeonato
Municipal, o maior torneio já promovido
pela AUFM.
De lá pra cá, Ed manteve o bom comportamento
e passou a estar mais frequentemente nos pódios
dos torneios, mas como deixou de ser o "chatelho",
objetivo desta "História Interessante",
encerramos aqui essa crônica sobre o segundo
mais polêmico associado da AUFM em todos os
tempos, citando que, com o novo comportamento ele
ainda conquistou outro Grand Slam, o Campeonato
Metropolitano de 2005, desbancando André
"Schumacker" Rafael.