..:: A "Muralha Corinthiana" ::..
publicado em 2006

 
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Hoje vamos falar do sócio fundador da AUFM Luciano Caliani, o primeiro campeão invicto da entidade, conhecido como o maior retranqueiro que a AUFM já viu, mas também um jogador técnico e sempre de sangue frio.

No 9º Campeonato Brasileiro, Luciano pegou, no sorteio, o Corinthians e o retrospecto dos dois (de Luke e do Timão) não eram lá muito bons: Luciano tinha alcançado a final em 4 oportunidades e perdido em todas elas.

No 3º Campeonato Brasileiro, com o Palmeiras, perdeu a final para o São Paulo "Máquina Tricolor" de Ralph Solera.

Foto: AUFM
a "Muralha Corinthiana" de Luciano Caliani

 

No 5º Campeonato Brasileiro, perdeu novamente na final, com  o Novorizontino, para o "Carrossel Mineiro" de Sílvio Fonseca.

Depois, no 7º Campeonato Brasileiro, Luke, que comandava o Flamengo, perdeu a final para Sílvio Fonseca, novamente com o seu Cruzeiro "Carrossel Mineiro".

Por fim, no 8º Campeonato Brasileiro, Luciano, com o Goiás, fez boa campanha, mas perdeu para o Flamengo de Ralph (e do botão técnico Swrain) na final.

Foram, até então, 4 finais e 4 vice-campeonatos de Luke.

O Corinthians tinha no retrospecto apenas uma final, a do 1º Campeonato Brasileiro, quando perdeu em apenas um jogo o título para o São Paulo "Máquina Tricolor" de Ralph Solera. Quem dirigia o Timão na época era o saudoso Marcelo Costa, protagonista do primeiro jogo oficial de futebol de mesa de Ubatuba: Corinthians (Marcelo) 3x3 Palmeiras (Caliani) - partida válida pela 1ª Rodada da 1ª Fase do 1º Brasileirão da AUFM.

No 9º Campeonato Brasileiro, portanto, Luciano pegou o Corinthians e começou a mudar essa história de perder nas finais. Com um estilo fechado e marcador, Luciano foi empatando e ganhando de pouco, protagonizando os primeiros 0x0 da história da AUFM, até chegar na final, quando enfrentaria o Flamengo de Ralph, então atual campeão. Nos dois jogos da Final, o resultado foi o mesmo: empate em 1x1. Nos pênaltis, vitória do Corinthians por 3x2 e a consagração do goleiro Pentágono, chamado na época de a "Muralha Humana", apelido que acabou extendido ao time depois, sendo lembrado como a "Muralha Corinthiana".

Campanha de Luciano: 8 jogos, 5 empates (dois por 0x0) e 3 vitórias! Primeiro campeão invicto do Brasileirão, dono da melhor defesa (claro) e com Pentágono escolhido o melhor da competição. Acusado pela imprensa botonística da época de retranqueiro, Luciano defendeu-se dizendo que "mais valia a taça na mão que um récorde de artilharia".

Na temporada seguinte, no 10º Campeonato Brasileiro, Luciano manteve seu estilo, Pentágono continuou segurando tudo lá atrás e o Corinthians foi empatando e ganhando de pouco, terminando bícampeão invicto. Campanha: 8 jogos, 4 empates e 4 vitórias. Nas Finais, vitória por 2x1 em cima do Fluminense de Ralph e empate em 0x0. Para aumentar ainda mais a fama de Pentágono, durante a primeira partida das finais, ele defendeu um pênalti cobrado pelo Príncipe Swróing (filho do Rei Swrain), que, se convertido, seria o milésimo gol dos Brasileirões.

Após o 10º Campeonato Brasileiro, a AUFM abriu os campeonatos para a participação de mais jogadores além dos fundadores e as temporadas passaram a conter os "Grand Slams". Por motivos profissionais, Luciano mudou-se de Ubatuba, mas ficou na memória de todos o seu time "Muralha Corinthiana", com certeza o mais "encardido" de se bater, nas primeiras 10 edições dos Brasileirões AUFM.

De estilo técnico e tático, muito toque de bola e uma defesa impenetrável, comandada pelo maior goleiro da História da AUFM, a equipe imortalizou-se, sendo sempre lembrada como exemplo de defesa forte e segura.

 
 
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