Desde
a fundação da AUFM, vários associados
têm mantido jornais semanais ou mensais informando
os colegas de palhetadas dos últimos acontecimentos
no mundo do futmesa e do andamento dos torneios locais.
Sílvio Fonseca foi o pioneiro, criando o jornal "Os
Botões". Ralph Solera logo em seguida, para
fazer concorrência, criou o "Botão Caiçara".
Os dois eram semanais e travaram uma verdadeira guerra pela
"preferência" dos leitores, chegando ao
ponto de um acusar o outro de irregularidades, fraudes,
etc, além de criarem "promoções"
de assinaturas.
Com
o passar do tempo surgiram outros jornais, mas sempre com
tiragens pequenas, de poucos números: A "Palheta
Cor-de-Rosa" (Cláudio Oliveira Jr); "Bola
na Mesa" (Bittencourt Jr); "Rebatendo a Bola"
(Ednelson Prado); "A Bola" (Jonas Campos) e "Jornel"
(Daniel Gusmão). Sílvio Fonseca mesmo chegou
a mudar o nome do seu "Os Botões" para:
"Os Botões de Campo", "PC News",
"A Palheta", "El Paredón", etc.
Na
"Era de Ouro" da imprensa botonística,
quando o Botão Caiçara era o “Maior do Hemisfério”
e disputava acusações, intrigas e denúncias
mútuas com o PC News, exemplar à exemplar,
um fato interessante aconteceu, o chamado “Plágio
do Milênio”.
Em
Janeiro de 2000, o “Caiçarão” mudou sua diagramação,
seu logotipo e criou a série “Novo Milênio”,
com design futurista para comemorar a passagem para o ano
2000. Para causar mais impacto, o “Caiçarão”
veio com algumas mudanças, dentre elas a estréia
de um colunista que não tinha identidade revelada
e escrevia sob o pseudônimo de “Melquizedeque”, que
em sua coluna, o “Espaço do Melquizedeque” costumeiramente
criticava os erros cometidos pela AUFM, pelas arbitragens
e outras coisas. Foi um enorme sucesso, tanto pelas críticas
abertas como pelo mistério envolvido em saber qual
dos cartolas da entidade escrevia anonimamente para o “Caiçarão”.
Alguns
exemplares depois, a bomba: o PC News descaradamente clonou
a idéia e lançou seu colunista misterioso,
nos mesmos moldes do Melquizedeque, com o nome de, acreditem,
“Gato Félix”, e sua coluna era chamada de “Espaço
do Gato Félix”!
O
fato foi tão na cara dura que ficou conhecido como
o “Plágio do Milênio”, e o PC News amargou
o fato de ter virado motivo de piadas entre os associados
da AUFM, tanto pelo plágio como pelo nome que usou
e o colunista ainda, pra ajudar, termina suas colunas com
um miado! Quando o PC News virou “A Palheta”, o felino voltou
e continuou miando lá até o fim do jornal,
que mudou novamente o nome e passou a se chamar "Os Botões
do Campo".
Mais
tarde, Ralph Solera parou de publicar o Botão Caiçara
e, após 6 meses de preparação, lançou
o "Infortrex", com o inédito formato tablóide
e diagramaçao refinada. Foi o primeiro periódico
que teve anunciantes pagando sua impressão, então
mensal.
Atualmente,
jornal de Sílvio Fonseca, que voltou a chamar-se
A Palheta, é o único a continuar sendo editado
em Ubatuba. Conheça mais da história da imprensa
botonística da cidade no artigo
sobre os jornais.