..:: O Plágio do Milênio ::..
publicado em 2007

 
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Desde a fundação da AUFM, vários associados têm mantido jornais semanais ou mensais informando os colegas de palhetadas dos últimos acontecimentos no mundo do futmesa e do andamento dos torneios locais. Sílvio Fonseca foi o pioneiro, criando o jornal "Os Botões". Ralph Solera logo em seguida, para fazer concorrência, criou o "Botão Caiçara". Os dois eram semanais e travaram uma verdadeira guerra pela "preferência" dos leitores, chegando ao ponto de um acusar o outro de irregularidades, fraudes, etc, além de criarem "promoções" de assinaturas.

Com o passar do tempo surgiram outros jornais, mas sempre com tiragens pequenas, de poucos números: A "Palheta Cor-de-Rosa" (Cláudio Oliveira Jr); "Bola na Mesa" (Bittencourt Jr); "Rebatendo a Bola" (Ednelson Prado); "A Bola" (Jonas Campos) e "Jornel" (Daniel Gusmão). Sílvio Fonseca mesmo chegou a mudar o nome do seu "Os Botões" para: "Os Botões de Campo", "PC News", "A Palheta", "El Paredón", etc.

Na "Era de Ouro" da imprensa botonística, quando o Botão Caiçara era o “Maior do Hemisfério” e disputava acusações, intrigas e denúncias mútuas com o PC News, exemplar à exemplar, um fato interessante aconteceu, o chamado “Plágio do Milênio”.

Em Janeiro de 2000, o “Caiçarão” mudou sua diagramação, seu logotipo e criou a série “Novo Milênio”, com design futurista para comemorar a passagem para o ano 2000. Para causar mais impacto, o “Caiçarão” veio com algumas mudanças, dentre elas a estréia de um colunista que não tinha identidade revelada e escrevia sob o pseudônimo de “Melquizedeque”, que em sua coluna, o “Espaço do Melquizedeque” costumeiramente criticava os erros cometidos pela AUFM, pelas arbitragens e outras coisas. Foi um enorme sucesso, tanto pelas críticas abertas como pelo mistério envolvido em saber qual dos cartolas da entidade escrevia anonimamente para o “Caiçarão”.

Alguns exemplares depois, a bomba: o PC News descaradamente clonou a idéia e lançou seu colunista misterioso, nos mesmos moldes do Melquizedeque, com o nome de, acreditem, “Gato Félix”, e sua coluna era chamada de “Espaço do Gato Félix”!

O fato foi tão na cara dura que ficou conhecido como o “Plágio do Milênio”, e o PC News amargou o fato de ter virado motivo de piadas entre os associados da AUFM, tanto pelo plágio como pelo nome que usou e o colunista ainda, pra ajudar, termina suas colunas com um miado! Quando o PC News virou “A Palheta”, o felino voltou e continuou miando lá até o fim do jornal, que mudou novamente o nome e passou a se chamar "Os Botões do Campo".

Mais tarde, Ralph Solera parou de publicar o Botão Caiçara e, após 6 meses de preparação, lançou o "Infortrex", com o inédito formato tablóide e diagramaçao refinada. Foi o primeiro periódico que teve anunciantes pagando sua impressão, então mensal.

Atualmente, jornal de Sílvio Fonseca, que voltou a chamar-se A Palheta, é o único a continuar sendo editado em Ubatuba. Conheça mais da história da imprensa botonística da cidade no artigo sobre os jornais.

 
 
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